Cerca de 30% das causas de morte no mundo moderno, são por exaustão cardiovascular.
É um processo que ocorre depois de anos de lesões invisíveis nas artérias e quando se descobre, é um processo difícil de reverter.
Isso ocorre pelas agressões metabólicas e pressão ambiental, aonde as artérias perdem resiliência, a circulação entra em sofrimento, e os tecidos são menos oxigenados.
Por décadas, os pesquisadores, tem tentado interromper esse processo, se apoiando em marcadores simples, enquanto deixaram de ver o que ocorre no nível celular, aonde alguns nutrientes influenciam como a célula lida com o estresse, como se repara e suporta essa pressão.
Quando passaram a entender esse fundamento, abriu um horizonte mais amplo dessa abordagem protetora preventiva da saúde cardiovascular.
E foi aí que descobriram a Astaxantina.
Astaxantina
É um pigmento natural presente em certos alimentos e microalgas, que suportam as estruturas vasculares e protegem as células em período de estresse, enquanto fortalecem os vasos sanguíneos e o coração, funcionando no transcorrer do tempo.
Por isso, esse nutracêutico passou a ser usado para a saúde cardiovascular, com foco primário em aterosclerose, pressão arterial, nível de lipídios e estresse metabólico.
O Journal of King Saud University, publicou uma revisão sobre a Astaxantina, os seus efeitos nos processos biológicos, que lesam as artérias no transcorrer do tempo, especialmente por estresse oxidativo e inflamação crônica.
Tudo foi baseado em pesquisa animal e ensaios clínicos, envolvendo adultos com alteração dos lipídios no sangue, diabetes, hipertensão arterial ou fator de risco cardiovascular.
Estes são as categorias que muitas pessoas se encaixam bem antes de terem um infarto ou derrame.
Veja o que se observou.
Benefícios da Astaxantina
– Fortalece as células cardíacas, estabiliza os vasos sanguíneos e melhora o fluxo, mesmo em situações de extremo estresse oxidativo.
– Melhora o perfil lipídico, reduzindo triglicérides e aumentando o HDL colesterol.
– Seu efeito é diferente de outros antioxidantes, como vitamina E e o Beta Caroteno, pois age em toda membrana celular, tanto na parte interna como externa.
Ou seja, enquanto alguns antioxidantes são limitados a serem lipossolúveis ou hidrossolúveis, a Astaxantina não tem essa restrição.
– Melhora o endotélio vascular (imagine uma pele dentro dos vasos sanguíneos), permitindo que o vaso relaxe facilmente, melhorando o fluxo sanguíneo.
– Neutraliza o estresse oxidativo, doando elétrons para a saúde das células antes que os danos ocorram.
– Reduz inflamação dentro das paredes arteriais, evitando a formação de placas.
– Nos episódios de isquemia – reperfusão, aonde o fluxo de sangue é interrompido provisoriamente como no infarto ou derrame, e quando o fluxo de sangue retorna, há explosão de produção de oxidação (Radical Hidroxila) e a Astaxantina mostra impressionante proteção.
– Interrompe a reação inflamatória em artérias.
Fonte e dosagem da Astaxantina
Para se ter o melhor resultado terapêutico, a Astaxantina deve ser da alga Haematococcus pluvialis, e não a versão derivada de fungos geneticamente modificadas ou de petroquímicos.
Evite esses produtos sintéticos.
Dosagem
Os benefícios cardiovasculares de acordo com os estudos, é entre 4 mg e 12 mg.
Dosagens mais elevadas não tem efeito deletérico, mas entre 4 e 12 mg ingerida com alimentação gordurosa, é a que mostra os melhores resultados.
Quando usar
Recomendo usar diariamente, porém em períodos de estresse oxidativo importante, inflamação por estresse, exercício intenso, estresse emocional, o seu efeito protetivo faz o melhor.
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Referências bibligraficas:
– Journal of King Saud University. November 6, 2025
– The American Journal of Cardiology May 22 2008, Volume 101, Issue 10, Supplement, S58-S68
– Food & Function. January 1, 2017, 8(1):39-63
– Journal of the American Heart Association. November 6, 2025, Volume 14, Number 22






