Será que Você Precisa do Aplicativo Anti-Infarto?

A história é a seguinte… Pesquisadores de um instituto americano criaram um aplicativo de smartphone que, segundo eles, é capaz de medir o seu risco genético de ter um ataque cardíaco.

Ele basicamente funciona inserindo-se os dados obtidos por uma empresa que faz testes genéticos.

Ou seja, segue um princípio de que o seu risco cardíaco é genético e que mesmo que o aplicativo mostre um risco intermediário… Você deve procurar um médico e talvez começar a usar estatinas.

Tanto que o estudo acompanhou pessoas que tiveram acesso a esse app, e concluiu que ao verem seu risco genético, elas logo correram para o médico. E muitos realmente passaram a usar esses remédios.

Mas será que essa é a melhor solução?

Bom, é claro que você deve procurar acompanhamento médico caso tenha alguma tendência genética a doenças cardíacas – ou qualquer outra doença…

Porém, precisamos entender de uma vez por todas que esses testes não são uma bola de cristal que preveem seu futuro. E já vou explicar por quê. Vamos por partes…

Testes genéticos: bons ou ruins?

Começando pelos testes. Como disse, eles não são uma sentença final.

Muitos têm procurado esses testes para “descobrirem” se terão alguma doença no futuro.

Mas eles se esquecem de um detalhe importante: a epigenética.

Basicamente, a epigenética nos mostra que mesmo que você tenha alguma tendência genética a determinada doença, ela ainda assim depende de fatores ambientais para ocorrer.

Ou seja… Você até pode ter alguma herança genética que predisponha a determinada doença. Mas ela não vai necessariamente se manifestar se você tiver um estilo de vida saudável.

É o caso de doenças crônicas como doença cardíaca, Alzheimer, diabetes… Caso você NÃO faça a sua parte, aí sim a influência genética tende a aumentar no seu caso por agressores inflamatórios e oxidativos no seu DNA.

Portanto, alimente-se de forma saudável, pratique atividades físicas e tenha uma vida livre de estresse. Com isso você não precisa se preocupar em ficar vasculhando seus genes.

O problema com as estatinas

O segundo ponto que chama atenção é como as pessoas que “descobriram seu risco genético de ataque cardíaco” passaram a tomar estatinas – mesmo se esse risco nem era considerado alto.

As estatinas são as drogas voltadas para redução do colesterol, como já comentei muitas vezes por aqui.

Bom, é claro que cada caso é um caso que precisa ser avaliado pelo médico que conhece a história do indivíduo.

Porém, pesquisas mais recentes mostram que mesmo reduzindo o colesterol, elas não reduzem tanto assim o risco de mortes por doença cardíaca.

Além de terem efeitos colaterais preocupantes. 

Esse é um assunto tão importante que prefiro indicar que você leia um artigo especial sobre as estatinas. Para fazer isso, basta clicar aqui

Então, como prevenir um ataque cardíaco?

Como eu comentei anteriormente, mudar seu estilo de vida é fundamental. Qualquer pessoa deve fazer isso para se proteger, com ou sem risco genético:

1 – As gorduras boas não são suas inimigas. Estou falando do óleo de coco, azeite de oliva, manteiga e gorduras de animais criados a pasto.

2 – Opte por colocá-las em uma dieta keto, onde você prioriza essas gorduras boas, proteínas e vegetais, excluindo carboidratos ao máximo.

3 – Mantenha bons níveis de vitamina D e ômega 3, que reduzem seu risco cardíaco.

4 – Melhore sua ecologia intestinal, pois a disbiose aumenta o nível de substâncias que intensificam seu risco cardíaco, como a TMAO. 

5 – Atividade física, como o treino supra-aeróbico que indico nesse artigo.

Dessa forma você vai não apenas se proteger de ataques cardíacos…

Mas também cultivar uma Supersaúde! 

Referências bibliográficas:

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