Por muitos anos tenho falado sobre o maior vilão da nossa saúde, que a maioria das pessoas acreditam ser o açúcar.
Mas não, eu estou me referindo ao ácido linoleico, do ômega 6 que nos últimos 70 anos tem aumentado assustadoramente na nossa dieta.
Nós não produzimos ácidos graxos e recebemos por dieta.
No passado, a quantidade deles na nossa dieta era cerca de 1 a 2%, porém agora aumentou para mais de 25%, na sua ingesta calórica diária.
E porque o ácido linoleico (LA) é tão lesivo na nossa saúde ?
Trata-se de uma gordura polinsaturada que se deposita na gordura do nosso corpo e membranas celulares, ficando por anos no organismo.
Porém, conforme fica depositado, não é queimado facilmente como os carboidratos e proteínas.
Isso então, é degradado em subprodutos tóxicos, que lesam a mitocôndria, comprometem a produção de energia além de causarem inflamação silenciosa.
Com o longo tempo de estresse celular que geram, contribuem para ganho de peso, resistência à insulina, desequilíbrio hormonal e compromete a produção de energia, fadiga, doença cardiovascular, Alzheimer e doenças crônicas.
O LA tem uma meia vida biológica de cerca de 2 anos, o que significa que se parar de consumir hoje, ainda restará essa substância por esse tempo no seu organismo.
Alimentos ricos em LA
As maiores fontes de LA são os óleos vegetais, como soja, milho, canola, girassol, etc., ou seja, todos esses óleos baratos.
Além disso, eles fazem parte de alimentos industrializados, embalados, frituras da maioria dos restaurantes, condimentos, molhos de salada e até produtos de beleza.
Outra fonte bem importante também são as proteínas de origem animal, que são alimentadas com ração, como a maioria dos suínos, aves e até peixes de cativeiro.
Sementes, nuts (amêndoas) também contém esses óleos, devendo-se consumi-los com muita moderação.
Cuidado com os óleos de oliva e abacate, pois a maioria é adulterado com esses óleos vegetais ricos em LA.
Portanto, limite o seu consumo também.
O que usar como substituto desses óleos ?
O que o seu corpo precisa é gordura saturada animal, em especial, pois são gorduras estáveis, como a manteiga, manteiga ghee, óleo de coco, sebo bovino, banha de porco de animal que não consome ração.
Estes sim, colaboram com a sua mitocôndria em vez de agredi-la.
Assim você estará usando as gorduras apropriadas para a sua biologia, restaurando suas energias.
Que proteínas animais usar ?
Se você é daqueles que AINDA consome bastante suíno e frango, pensando que são mais saudáveis que carne vermelha já passou da hora de rever os seus conceitos.
A carne bovina e cordeiro, são as que apresentam a menor concentração de LA
Animais ruminantes são a melhor opção, pois não depositam LA.
Ao contrário dos suínos, frangos ou peixes de cativeiro, por serem monogástrico, acumulam LA nas suas gorduras, pois é exatamente a gordura que consome.
Já os ruminantes, como o bovino e o cordeiro, por terem várias câmaras no estômago, eles fermentam e degradam o LA antes que ele chegue a você.
Além disso, nem eles o absorvem, pois promovem fermentação no rúmen, a biohidrogenação do LA, transformando a imensa maioria deles em gordura saturada saudável.
Você é o óleo que consome
Como somos monogástricos, como os suínos, aves, peixes, quando consumimos óleos vegetais ricos em LA, ou comemos essas proteínas de animais que se alimentam desse óleo, o resultado final é que estaremos depositando todos esses óleos no nosso corpo.
Por exemplo, se você come suíno de granja, você estará cheio de óleo de canola no seu corpo.
Portanto, por esse motivo, evite esses óleos na alimentação e reduza a ingesta dessas proteínas.
Consuma o ômega 3 de óleo de peixe e não de óleo de linhaça (Flax seed oil).
Evite flax seed oil e chia na sua dieta, pois são ômega 3 vegetais com baixa eficiência terapêutica e ricos em LA.
Além disso, flax seed oil contém leguininas que são fito estrógenos, alterando o equilíbrio dos seus hormônios.
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Referências bibliográficas:
– Nutrients . 2023 Jul 13; 15(14):3129
– Advances in Redox Research. June 2025, Volume 15, 100128
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