Por décadas, baseado em teoria, depressão ocorre por falta de serotonina, o “químico da felicidade”.
Com isso, os tratamentos preconizados, tem focado em aumentar a serotonina através do uso de inibidores seletivos de receptação de serotonina (SSRI).
Porém, estudos recentes, tem mostrado que o excesso de serotonina, é um fator que piora a depressão.
Esse entendimento vem ganhando força, pois o maior estudo clinico recente publicado pelo Lancet Psychiatry, aonde os pesquisadores usaram uma abordagem nova, estimulando dopamina, em vez de serotonina.
Trata-se de dois neurotransmissores que agem de forma oposta na modulação do humor, motivação e estabilidade emocional.
Dopamina como tratamento de depressão
O estudo com 150 pacientes, foi conduzido pela University of Oxford, usando uma medicação, a Pramipexode usada para Doença de Parkinson, e que aumenta a dopamina no cérebro, por 48 semanas.
Em situação de dopamina baixa, ocorre desmotivação, inabilidade de sentir prazer e pouca resiliência do estresse.
Após 12 semanas de tratamento, os pacientes mostraram melhora clara dos sintomas depressivos, comparados com o grupo placebo.
Os efeitos colaterais só ocorrem em 5 pacientes, com náusea, tonturas e distúrbio do sono.
De acordo com o professor Michel Browning, do Departamento de Psiquiatria de Oxford, a avaliação mostrou que:
“Essas descobertas sobre o pramipexol são um avanço significativo para pacientes para os quais os antidepressivos e outros tratamentos e terapias não funcionaram.
O pramipexol é um medicamento licenciado para a doença de Parkinson e atua aumentando a dopamina, substância química do cérebro. Isto difere da maioria dos outros medicamentos antidepressivos que atuam na serotonina cerebral e pode explicar por que o pramipexol foi tão útil neste estudo.”
Ou seja, contrariando a abordagem da medicina convencional, a depressão de difícil tratamento respondeu melhor, quando se usou o tratamento oposto de serotonina, que é a dopamina.
Isso se observou também quando em outras pesquisas, aonde se bloqueou a serotonina, houve melhora do humor, depressão e ansiedade.
Bloquear serotonina: a solução
A serotonina é um ativador do receptor 5-HT2C, ocorrendo regulação do hormônio adrenocorticotropico (ACTH), que por sua vez induz produção de cortisol, o hormônio primário do estresse.
Com isso, estimula excessivamente esse receptor, o estresse fica mais ativo, piorando ansiedade e depressão.
Quando se usa Agomelatina, um antagonista do receptor 5-HT2C, ocorreu benefícios consistentes, mehores que no caso do tratamento classico, aonde se usa inibidores seletivos de receptação de serotonina (SSRIs) e Benzodiazeninos, pois apresentam menos efeitos colaterais como disfunção sexua e ganho de peso.
Mais pontos negativos da serotonina
Serotonina ativa aromatase, aumentando a atividade estrogenica, gerando alteração de humor e metabolismo.
Como reduzir serotonina naturalmente
O uso de Acido Gama Amino Butirico (Gaba) um neurotransmissor, age sinergicamente degradando serotonina.
Assim o Gaba alivia depressões e ansiedade, gerando calma, resiliência e recuperando sono.
E pode ser usado mesmo sem abandonar a medicação classica dos inibidores seletivos de receptação de serotonina (SSRIs).
A dosagem recomendada diaria é de 500 mg a 2,0 gr / dia.
Restaurar o Gaba tem ótimo efeito, de acordo com o Dr. Scott Sherr, um expert em equilíbrio de neurotransmissores, como o Gaba:
“As deficiências de GABA estão associadas à ansiedade, ao medo, à depressão, ao temperamento explosivo, às fobias, à impulsividade, à desorganização, aos vícios. Está até associada à esquizofrenia e ao TOC [transtorno obsessivo-compulsivo].
Você também pode ter sintomas como Síndrome do Intestino Irritável (SII) e diarréia, hipertensão, zumbido, dor crônica, enxaquecas, alergias, micção frequente, rubor, sudorese, desejo por sal, tensão muscular. Todas essas coisas podem ser sinais de deficiência de GABA. Muitos receberam prescrição de inibidores seletivos de receptação de serotonina (SSRIs)para alguns desses sintomas, mas… sabemos que a depressão não está relacionada à deficiência de serotonina.”
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Referências bibliograficas:
– WHO, August 29, 2025
– Mayo Clinic, Selective Serotonin Reuptake Inhibitors (SSRIs)
– Mayo Clinic, Treatment-Resistance Depression
– The Lancet Psychiatry, Volume 12, Issue 8, 579 – 589
– Haidut.me, September 16, 2025
– Haidut.me, September 18, 2025
– PharmaBiz, September 13, 2025
– Biochim Biophys Acta. 1985 Sep 6;841(3):283-91






