Sempre se entendeu que o ômega 3 era importante para a saúde, especialmente promovendo efeito anti-inflamatório.
Porém sabemos que tudo é dosagem, pois em excesso passa a ter o efeito contrário.
Além disso, já há bom tempo, se tornou claro a necessidade de não se abusar dos ácidos graxos polinsaturados, ômega 3 e ômega 6 por serem frágeis e facilmente se rancidificarem.
Recentemente em 2025, um estudo publicado no Journal of Epidemiology, baseado na avaliação de 15 mil pessoas, concluiu que essas gorduras elevam marcadores pró inflamatórios, como acetato de glicoproteína interleukina 6 (IL-6), acetilos de glicoproteína (GlycA) e proteína C reativa (PCR).
Ômega 3 e ômega 6 ligados a aumentas inflamação
Ficou claro no estudo que em dietas de baixa qualidade, aonde sempre o ômega 6 está presente em alta concentração, como é o caso de excessivo uso de óleos vegetais, riquíssimos em ômega 6 (CLA) e alimentos processados.
Isso sim aumenta inflamação, sendo portanto, o grande vilão comprometendo a ação do ômega 3, que mesmo suplementado, produz pouco resultado.
E, é exatamente o que o estudo com mais de 9 mil pessoas, publicado no Frontiers in Immunology, também em 2025 mostra.
Devo parar com o uso do ômega 3
Caso esteja usando altas doses de ômega 3, sem fazer atenção a uma dieta correta, é melhor rever esses conceitos.
A maioria dos ômegas 3 de mercado são oxidados por exposição ao calor, luz e oxigênio durante o processamento, fatores esses que rancidificam o produto.
Nesse caso, vão gerar inflamação e danos às suas artérias.
A melhor abordagem é o ômega 3 ultrafiltrado, em moderação, consumir carne de animal à pasto, peixes selvagens e gorduras de origem animal.
Como reduzir inflamação naturalmente
– Elimine óleos vegetais como soja, milho, canola e girassol
– Consuma carnes de animais, especialmente os criados à pasto
– Consumir vegetais em adequada quantidade
– Evite alimentos processados
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Referências bibliográficas:
– International Journal of Epidemiology August 2025, Volume 54, Issue 4
– Frontiers in Immunology June 5, 2025, 16:1596806
– Korean J Intern Med. 2022 Dec 14;38(3):282-289






