Dois componentes são vitais para o nosso metabolismo, que são oxigênio e luz solar.
Essas deficiências são situações que passam despercebidas e até ignoradas.
Tudo começa com mau humor, falta de clareza mental e fadiga.
Muitos pensam que é o estresse ou a idade.
Porém, algo mais sério pode estar acontecendo silenciosamente, o que é bem comum atualmente.
Uma grande avaliação de saúde envolvendo mais de 300 mil mulheres, mostra as causas disso: hemoglobina, vitaminas B12 e D.
Observou-se que 45% das mulheres apresentam hemoglobina baixa, 75% são deficientes de vitamina D, e 40 % estão com baixa de vitamina B12.
Deficiência de vitamina D
Nas mulheres jovens, causam alteração hormonal e comprometimento imunológica.
Já na meia idade, em mulheres entre 31 e 50 anos, aumenta o risco de irregularidades de tireoide e de glicemia.
Após essa idade, a maior incidência e perda óssea acelerada, declínio cognitivo e maior risco de câncer.
Deficiência de hemoglobina
Entre os 18 e 30 anos, há maior risco de queda imunológica e alterações hormonais.
Acima dessa idade, aumenta o risco de anemia e disfunção de tireoide.
Nas mulheres acima de 50, haverá mais fraqueza óssea, alterações cardíacas e infecções de repetição.
Como aumentar a hemoglobina
Hemoglobina é a proteína contida no seu glóbulo vermelho, que transporta oxigênio dos pulmões para o resto do corpo, garantindo o funcionamento correto dos tecidos e órgãos.
Sabemos que cerca de 57% das mulheres entre 15 e 49 anos, e 67% das crianças abaixo de 5 anos, são clinicamente anêmicas.
Na anemia, os glóbulos vermelhos não conseguem transportar oxigênio, e com isso todo o seu corpo sofre com as consequências.
Na maioria dos casos, a anemia é causada pela deficiência de ferro, portanto, consumir alimentos ricos em ferro associados com nutrientes que aumentem a sua absorção é a melhor solução.
Priorize os alimentos certos:
– Carne vermelha, fígado, feijões, lentilhas e espinafre
– Mesclar com frutas ricas em vitamina C; como laranja, morangos e pimentão, pois melhoram a absorção do ferro
– Nas mesmas refeições, evite alimentos ricos em cálcio, como queijo ou leite, pois interferem na absorção.
Evite consumir certos alimentos juntos:
Bebidas como café e chá, por conterem taninos e polifenois, bloqueiam absorção do ferro, quando consumidos próximo das refeições, pois inibem a absorção de ferro.
Outros fatores que comprometem a absorção de ferro
Sensibilidade ao glúten, como doença celíaca ou intolerância ao glúten, haverá comprometimento da absorção de ferro, B12 e folato, componentes necessários para a síntese de hemoglobina.
Nesse caso, deve-se evitar o consumo de alimentos que contenham glúten.
Suplementos necessários
A suplementação de vitamina B12, ácido fólico e ferro, pode ser necessária, mas é o seu médico que vai definir isso.
Para isso, é necessário intervir na causa, como desequilíbrio nutricional, hábitos e absorção inadequadas.
Portanto, deve-se fazer exames para a correta suplementação.
1. Dosar a ferritina
Esta é a proteína que estoca o ferro, cujo valor deve estar entre 40 e 60 ng/ml
2. Dosar GGT, outro parâmetro que mede excesso de ferro. Deve estar até 9 para a mulher e 16 para o homem
3. Vitamina D, cujo valores ideais são cerca de 80 ng/ml
Optimize a sua vitamina D, com a exposição ao sol, entre 10 e 15 h da tarde.
Evite óleos vegetais em excesso, presente em alimentos processados, que causam inflamação e oxidação da pele.
Associe vitamina K, pois assim aumenta a absorção da vitamina D e a direciona para os locais corretos.
Além disso, o magnésio também colabora nessa absorção da vitamina D
4. Vitamina B12
Use a metilcobalamina. Ela está na forma bioativa no seu corpo, portanto não necessita de conversão.
Outro ponto importante da suplementação de B12: a forma mais indicada é a sub-lingual, pois não depende de deficiência de acidez estomacal e nem da presença de fator intrínseco, tão deficiente nos adultos.
5. Ácido fólico
Use de preferência o ácido fólinico, pois cerca de 50% da população tem dificuldade em converter ácido fólico na forma bioativa devido a uma redução genética na atividade enzimática.
O folato (vitamina B9) é essencial durante a gravidez, algo que já virou uma ação clássica desde 1990, quando passou a ser indicação oficial dos órgãos de saúde, na dosagem de 400 mcg de ácido fólico, para reduzir o risco de defeito do tubo neural nos bebês.
Apesar de não haver risco de associação de muito folato dos alimentos, o mesmo não ocorre com o ácido fólico, a versão sintética desse nutriente.
Enquanto essa fortificação dos alimentos e suplementação de ácido fólico na gestação, reduziu o aparecimento de defeito do tubo neural, outro problema começou a aparecer com o risco acima de 1 mg/dia.
Houve o aparecimento de manifestações de comportamento como no autismo destas crianças.
—
Referências bibliográficas:
– Media Brief April 7, 2025
– Health-e, Why & How to Increase Your Hemoglobin
– GrassrootsHealth March 10, 2020
– drrondo.com/vitamina-b12-nem-todas-sao-iguais/
– drrondo.com/vitamina-b9-folato-acido-folico-qual-e-o-melhor/
– drrondo.com/vantagens-e-riscos-do-folato-na-gestacao/






