Entenda o que é um estudo fraudulento e outros 2 sérios: todos publicados em 2025. Sei que para muitos é difícil de compreender as falhas e distorções e conclusões. Mas talvez aqui você compreenda.
Mais um sensacionalismo, sugerindo que consumir pequenas porções de carne vermelha processada, eleva o risco de demência.
Não é surpresa, pois trata-se de mais um estudo de março de 2025 de um grupo de pesquisadores de Harvard que tem tentado (sem sucesso) denegrir a carne vermelha por anos.
A diferença na ingesta de carne vermelha entre os grupos analisados foi minúscula (poucas gramas) e a definição foi agressiva: carne processada incluindo hot dogs, bem passado e condimentos, enquanto a carne não processada, usada nos hambúrgueres, ambos induziram demência.
Na verdade, a taxa de incidência era baixa no grupo que consumia mais carne, mas as “estatísticas ajustadas” produziram mais um caso de epidemiologia nutricional gerar sensacionalismo sem sólidas evidências.
Veja a avaliação da Ph.D. Dra. Zoe Harcombe:
– O estudo contém fraudes usuais – os questionários de frequência de ingesta da carne foi impreciso: associação / causa; risco relativo / absoluto; e confusão no que era uma pessoa saudável.
– Usaram definições fraudulentas no que seria carne processada ou não processada, ambas confundidas com junk food.
– O objetivo era confirmar demência, o que se tornou secundário no estudo. Mortes são objetivas, demência é subjetivo. Ou seja, mais uma fraude.
– O estudo alega que participantes com consumo de carne vermelha acima de 11,25 gr/dia, comparados com os que consumiam abaixo de 4,5 gr/dia, tiveram 13% mais risco de demência e 14% mais risco de declínio cognitivo subjetivo.
Os pesquisadores querem que nós acreditemos que demência ocorre com menos de 8 gr de carne.
O estudo não comenta que haviam mais achados subjetivos de demência do que achados positivos, além de não mostrarem que na carne não processada, não haviam achados de demência.
Agora veja o estudo de Maio de 2025, da South Dakota University, colocando um ponto final sobre o assunto.
Os pesquisadores analisaram 5000 adultos consumindo dieta de alta qualidade, com ou sem carne vermelha, e observaram que os que incluíram carne vermelha na dieta, não só tiveram melhor perfil proteico e ingesta de macronutrientes (B12, Zinco, Selenio e Colina). Além disso, tiveram melhor diversidade de microbiota e poucos sintomas de depressão e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (PTSD).
Importante ressaltar que o estudo atende ao controle de saúde, usando os valores de comparação do Healthy Eating Index (HCI) para consumo de carne vermelha.
O resultado ?
Nenhum efeito negativo da carne vermelha, além de diversos efeitos positivos, como parte de uma dieta ancestral, rica em nutrientes.
Conclusão:
Incluir carne vermelha em uma dieta integral pode ajudar na saúde mental, diversidade de microbioma sem risco algum.
E outro novo estudo de Setembro de 2025 da Scientific Reports, mostra mais evidências mostrando que numa dieta com carne vermelha, associadas a outros alimentos integrais de qualidade, gera maior aporte de nutrientes cerebrais como B12, Zinco e Selênio, associado a melhor diversidade microbiana, quando comparado com grupo sem carne.
Não há risco de depressão, Transtorno de Estresse Pós-Traumático (PTSD) ou outro problema mental.
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Referências bibliográficas:
– Sci Rep. 2025 Sep 29;15:33428
– Alzheimers & Cognitive Health. 2025, March 31






