O azeite de oliva, considerado a gordura mais saudável por muito tempo tem a sua reputação abalada, pois o ácido oleico, seu principal componente mostrou um resultado que o coloca em cheque.
De acordo com o estudo publicado na Cells Report, os pesquisadores testaram diferentes tipos de gorduras para saber qual induziria maior depósito de gordura.
Observou-se que uma em particular ativava a formação de novas células gordurosas: o ácido oleico.
E isso, não dependia se ocorria por consumir muito, mas por sua ação de ganho de formação de novas células de gordura.
Não é que aumentava as já existentes, mas sim criavam novas células.
E pior, consumindo as mesmas calorias que os outros óleos, o de oliva causa mais aparecimento de gordura.
Na verdade, age como um sinalizador para o seu corpo criar mais depósitos de gordura.
Ácido oleico causa descontrole no depósito de gordura
Nas nossas células temos um sistema que decide quando produzir mais tecido gorduroso, e quando inibir esse processo.
Porém, na presença de ácido oleico esse processo fica fora de controle, permitindo constantemente a produção de células de gordura.
É como se tivéssemos um freio, que limita a produção de novas células de gordura, mas na presença desse óleo, esse sistema fica desativado.
Isso ficou confirmado em estudos usando informações do UK Biobank, uma das empresas de banco de dados mais respeitada do mundo.
Correlacionaram que altos níveis de gordura no sangue, especialmente ácido oleico apresentavam maiores riscos de obesidade.
Avaliou-se 249 marcadores sanguíneos em teste, sendo que o ácido oleico teve a maior correlação com pessoas obesas.
Além do estudo mostrar essa nova preocupação, com o ganho de peso, há uma crença enraizada de que o azeite de oliva é saudável.
Mas você deve saber que:
1. Quando se compra o azeite de oliva, acredita-se estar adquirindo um produto real.
Porém, muitos destes são adulterados ou diluídos com óleos baratos, refinados como soja e canola.
Pode ser que você esteja comprando um cocktail inflamatório.
E isso, por si só já causa obesidade e desequilíbrio de energia.
2. Não podemos esquecer que o azeite de oliva também tem cerca de 25% de ácido linoleico (LA), que compromete a membrana mitocondrial, pois desloca a cardiolipina dessa membrana, comprometendo a geração de energia.
Consequentemente o transporte de elétrons se torna instável, reduzindo produção de ATP e aumentando o estresse oxidativo.
3. Apesar de ser riquíssimo em polifenois antioxidantes, não se deve usar deliberadamente, pois se torna um desruptor endócrino.
Então usá-lo com moderação.
Como se adequar o consumo desse azeite
Imagino que você ainda esteja chocado, mas é hora de repensar seus hábitos.
Eu mesmo, sempre recomendei o seu consumo, até que os estudos se tornaram tão claros para ignorar.
O seu corpo pode estar acumulando gordura só pelo tipo de óleo que você usa, e não pelo quanto você consome.
Portanto, vamos remover a causa, equilibrando o seu consumo, e restaurando a saúde mitocondrial.
Se você está se alimentando de forma saudável e não consegue perder peso, sente energia baixa, melhor mudar os conceitos.
Aconselho:
– Evite óleos vegetais e reduza o consumo de azeite de oliva, pois são extremamente inflamatórios, lesam as mitocôndrias, causam estresse oxidativo, interferem com os hormônios e demoram anos para serem eliminados.
– Consuma gorduras estáveis, sem risco, como sebo, manteiga ghee e manteiga, de preferência à pasto.
– Consuma carnes de animais que não se alimentam com grãos como rações, ou seja, animais confinados. Priorize os animais a pasto.
Frango e suínos são monogástricos, e portanto, não degradam esses óleos vegetais, passando tudo para o nosso organismo quando consumimos esses animais.
Já o cordeiro e o gado, são ruminantes (apresentam mais de uma câmara gástrica) e degradam esses óleos vegetais em gorduras saturadas boas para a saúde.
Você não precisa necessariamente parar de consumir óleo de oliva, mas reduzir ao mínimo o seu consumo, e esteja certo de que esse produto não é adulterado.
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Referências bibliográficas:
– Cell Reports. April 22, 2025, Volume 44, Issue 4, 115527
– Advances in Redox Research. June 2025, Volume 15, 100128
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